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Exemplos de Redações Dissertativas Prontas

Baixe vários exemplos de redações dissertativas prontas e aprenda a melhor forma de escrever uma redação nota 1000.

É importantíssimo saber escrever uma boa redação para se sair bem no ENEM e concursos públicos. As empresas e instituições de ensino cobram muito dos estudantes e querem que eles saibam desenvolver uma redação com perfeição.

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Redação dissertativa

A redação dissertativa é muito exigida em concursos e provas. Esse tipo de redação é caracterizada pela exposição e defesa de alguma ideia. O autor de uma redação dissertativa deve sempre ter bons argumentos para convencer a pessoa que estiver lendo, ou corrigindo. O difícil da redação dissertativa é que todos os argumentos devem ser baseados em fatos firmes.

Escrever uma redação dissertativa é muito difícil. O autor deve entender bem da língua portuguesa. Além disso, entender o vocabulário é muito importante, pois quanto mais rico for o vocabulário na redação melhor.

Exemplos de redações dissertativas prontas

Os exemplos de redações dissertativas prontas são ótimos para você ler e entender como é a elaboração desse texto. Com uma breve leitura de todos os exemplos prontos você vai saber perfeitamente como é feita a redação e com certeza vai tirar uma boa nota no ENEM e concursos.

Quando o fim é progredir

Há milhares de anos o universo existia em harmonia. Os ciclos de escuridão e luz se alternavam periodicamente. As estrelas nasciam, brilhavam e explodiam. Sempre o mesmo ciclo. Harmonia. Tranqüilidade. A luz fez um planeta fértil. Plantas surgiram. A harmonia continuou. Animais surgiram. Sucederam as eras geológicas. Surgiu, então, o homem. O homem não se contentou com os ciclos naturais. Construiu ferramentas e com estas ergueu as cidades, afastando-se até das memórias dos campos, da vida simples e natural. A harmonia se despedaçou.

Ao homem foi dado o domínio da tecnologia, mas ele a usou para a destruição. Foi dada também a conquista do meio, mas ele o converteu em sua própria prisão. As florestas foram arrasadas. A atmosfera foi poluída. Enfim, a Terra criou o homem e foi destruída por sua criação.

Os mais sábios tentaram impedir o progresso, mas o lucro do momento fechou os ouvidos do homem. A avalanche continuou. Cada um competiu para transformar uma parte maior do todo. Ignoraram completamente o ciclo natural. Materialismo passou a ser o novo indicador.

O progresso abalou o homem até onde a ambição alcança. Ele cada vez sabe mais, consegue mais e constrói mais. Só que não percebe, em sua escalada, a possibilidade da queda. Quando ele se der conta dos abusos que comete, será tarde demais para voltar.

Salvem o planeta

“A terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra”, afirmou o chefe indígena Seattle, em 1852, em sua carta escrita ao presidente dos Estados Unidos. Desde tempos imemoriais, patinamos nesta questão recorrente: até quando o planeta vai suportar as atrocidades causadas pelo homem?

O Protocolo de Kioto implora: o mundo necessita de menos poluição. Há dez anos esse apelo foi discutido na Conferência Rio-92. Havia um sentimento de urgência nas pessoas que tinham a sensação de que o mundo ia acabar se não combatêssemos logo ameaças como a falta de água e a extinção de animais, por exemplo.

Uma década perdida. O eco daquele apelo foi tragado pela irresponsabilidade do homem, que não cumpriu as metas estabelecidas sobre o meio ambiente naquele ano, trazendo para hoje problemas como: desequilíbrios climáticos, maior emissão de gases poluentes na atmosfera e um aumento significativo no desmatamento global, fatos esses que estão levando o planeta a um futuro inabitável.

Segundo José Bonifácio, o Patriarca da Independência, a natureza fez tudo a nosso favor, porém nada fizemos a favor dela. Mesmo não vivendo no “caos de hoje”, Bonifácio percebeu isso. Cabe, portanto, à sociedade atual combater com determinação a ação predatória do homem, porque não sabemos até que ponto o planeta vai suportar todos os males atribuídos a ele.

A Violência Urbana e o Poder Paralelo

A violência no Brasil possui uma raiz intrínseca à sua história: o descaso com a população, refletido na precariedade das condições de moradia, saúde, alimentação e educação, recursos indispensáveis à formação do indivíduo. Os quais, quando banalizados, incitam, ao mundo do crime, as pessoas sem oportunidades, numa reação em cadeia que atinge proporções incontroláveis.

O país vive o maior panorama de violência de todos os tempos, no qual o crime tornou-se saída para sobrevivência, e facções criminosas tomam o lugar que o Estado negligenciou, a exemplo das favelas, onde as quadrilhas resolvem questões de famílias, empregam, introduzem capital e organizam o cotidiano destas, formando um verdadeiro poder paralelo, como paliativo ao abandono a estes setores sociais.

O surto de violência em que vive o país é um fato previsível diante de nossas estruturas. Nossas desigualdades são gritantes e, como diriam os marxistas, os desníveis sociais, quanto maiores, culminam em uma luta de classes, que no Brasil assume uma face desordenada e sem cunho ideológico: o crime.

O combate efetivo à violência no país é uma questão bem mais profunda do que aparenta. Não bastam apenas represálias, e sim uma reestruturação de nossas bases sociais, partindo de um menor desnível entre classes, da distribuição de oportunidades para que nossa população possa viver condignamente. Pouco adiantam construções de presídios faraônicos que acabam tornando-se verdadeiros disseminadores de mais crimes, pois todo efeito pressupõe uma causa, e para sua anulação é preciso combater seu iniciante: o descaso social.

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